Assim foi o terrível dia do assassinato de John Lennon

Diversas interpretações
Cinco disparos, 4 fatais
Crime planejado
Chapman pediu um autógrafo a Lennon
Regresso para a morte
Não fugiu e esperou a polícia
Chapman sofria de psicose
Distúrbios de personalidade ou plena capacidade?
Reviravolta no caso
Pedidos de condicional negados
Permanece preso
Chapman confessou que o que fez era errado
Ele queria fama
Cristão “Renascido” para a morte
Popularidade dos Beatles
Mais uma vez contrariado
A fúria com ‘Imagine’
Diversas interpretações

O assassinato de John Lennon é um assunto que ainda gera muitas especulações e diversas interpretações. Mais de 40 anos depois, as razões que motivaram os disparos contra o cantor ainda são nebulosas.

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Cinco disparos, 4 fatais

O crime aconteceu no dia 8 de dezembro de 1980, em frente à casa do Beatle, em Nova York. Mark Chapman, então com 25 anos, sacou um revólver e atirou cinco vezes no artista. Quatro disparos atingiram Lennon, que já chegou, segundo a BBC, sem vida ao hospital.

Crime planejado

Chapman passou 3 meses planejando o crime. No fatídico dia, foi para a porta do Edifício Dakota, onde Lennon morava, e passou horas conversando com fãs e com o porteiro.

Chapman pediu um autógrafo a Lennon

Em torno das 17h, Lennon e sua parceira, Yoko Ono, saíram de casa e Chapman pediu para que Lennon autografasse uma cópia do álbum 'Double Fantasy'.

Na foto, David Bowie, Yoko Ono e John Lennon.

Regresso para a morte

Por volta das 22h50, quando John Lennon e Yoko caminhavam de volta ao edifício, Chapman (foto) atirou no Beatle. O porteiro pegou a arma da mão de Chapman e questionou se ele sabia o que tinha feito.

Não fugiu e esperou a polícia

Com um semblante tranquilo, Chapman afirmou que estava ciente de tudo e não tentou escapar. Sentou-se na calçada para esperar a polícia, enquanto lia o livro ‘O Apanhador no Campo de Centeio’ de J. D. Salinger.

Chapman sofria de psicose

Antes de seu julgamento, vários psiquiatras e psicólogos entrevistaram o criminoso. A conclusão de seis especialistas de defesa foi que Chapman sofria de psicose, segundo a série documental 'John Lennon: Assassinato sem Julgamento' (2023 - Apple TV).

Distúrbios de personalidade ou plena capacidade?

Por outro lado, três peritos do Ministério Público diagnosticaram-lhe distúrbios de personalidade. Entretanto, outros profissionais nomeados pelo Tribunal determinaram que ele delirava, mas ainda capaz de enfrentar um júri.

Na foto, Yoko Ono, John Lennon e o ator Matt Dillon.

Reviravolta no caso

Em janeiro de 1981, a defesa de Chapman tentou argumentar sua insanidade, mas, em uma reviravolta surpreendente dos acontecimentos, em junho do mesmo ano, Chapman declarou-se culpado, alegando ser a vontade de Deus.

Pedidos de condicional negados

Mark Chapman, por sua vez, foi condenado à prisão perpétua. Entretanto, a sua sentença permitia a possibilidade de liberdade condicional, após 20 anos de regime fechado.

Permanece preso

Em 2000, ele passou a ser elegível para audiências de liberdade condicional a cada dois anos. Apesar dos esforços, todos os pedidos, até o momento, foram negados e ele permanece encarcerado.

Na foto, John Lennon, em agosto de 1980.

Chapman confessou que o que fez era errado

Conforme divulgou a Associated Press em 2022, durante uma audiência do Conselho de Liberdade Condicional, Chapman admitiu saber da imoralidade de suas ações e confessou ser movido por uma surpreendente razão.

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Ele queria fama

Ele afirmou: "Eu não seria mais ninguém. Não vou culpar mais nada ou ninguém por me trazer até lá. Eu sabia o que fazia e sabia que era ruim, errado, mas queria tanto a fama que estava disposto a dar tudo e tirar uma vida humana".

Cristão “Renascido” para a morte

Entre outras versões que motivaram o assassino para o ocorrido, está a de que, Chapman, depois de se considerar um cristão “renascido”, passou a abominar as letras de Lennon, em especial "God", música de 1970, que o cantor afirma não crer em Jesus, nem na bíblia, além de descrever Deus como "um conceito".

Popularidade dos Beatles

Outra afirmação que contrariou Chapman, foi dada por Lennon, à jornalista Maureen Cleave, em uma entrevista publicada no London Evening Standard, em 4 de março de 1966. Ele disse: “Os Beatles são mais populares que Jesus Cristo”.

Mais uma vez contrariado

Segundo o escritor Jack Jones publicou no seu livro, ‘Let Me Take You Down: Inside the Mind of Mark David Chapman, the Man Who Killed John Lennon’, mesmo Lennon tentando se retratar diante de toda imprensa, Chapman se sentiu extremamente ofendido.

"Blasfêmia"

Chapman disse que a afirmação era uma blasfêmia e que não deveria haver ninguém mais popular que o Senhor Jesus Cristo.

A fúria com ‘Imagine’

A música ‘Imagine’ também deixou Chapman furioso. Na biografia ‘John Lennon: A Life from Beginning to End’, o escritor Philip Norman, cita um contundente argumento dado por Chapman.

"Lá estava ele rindo de pessoas como eu"

“Ele (John Lennon) nos disse para imaginarmos que não existem posses (ou "bens materiais", na frase "Imagine no possessions") e lá estava ele, com milhões de dólares, iates, fazendas e mansões, rindo de pessoas como eu, que acreditaram em suas mentiras, compraram os discos dele e alicerçaram boa parte de suas vidas com as músicas dele”, disse aquele que viria a tirar a vida de Lennon.