Como estão hoje os filhos de Rubens Paiva, cuja história é contada em 'Ainda Estou Aqui'?
O filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’ tem gerado muito interesse pelo caso real do ex-deputado e engenheiro Rubens Paiva, morto na ditadura de 1964 e cuja esposa, Eunice Paiva, nunca deixou de lutar por justiça. Agora, muitos são os que se perguntam como estão os filhos do casal.
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Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva nasceu em São Paulo, em 1929. Em 1947, conheceu Rubens Paiva, mas foi só em 1952 que se casaram. Da união, nasceram cinco filhos: Marcelo, Vera (Veroca), Maria Eliana, Ana Lúcia (Nalu) e Beatriz (Babiu).
(Foto: Reprodução TV Globo)
Marcelo nasceu em 1959 e tornou-se um dos escritores de mais expressão no Brasil. Sua obra ‘Ainda Estou Aqui’, publicada em 2015, deu origem ao filme homônimo dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres.
Na foto, Marcelo está do lado esquerdo de Fernanda Torres.
Além de ‘Ainda Estou Aqui’, Marcelo Rubens Paiva tem outras obras que foram inspirações para filmes brasileiros como ‘Malu de Bicicleta’ (2010), ‘A Segunda Vez’ (2014) e ‘E aí? Comeu?’ (2016).
Em 1979, Marcelo sofreu um sério acidente ao pular de uma pedra em uma cachoeira e quebrou a quinta vértebra cervical. Aos 20 anos, o jovem ficou tetraplégico, e, após anos de dedicação à fisioterapia e de ter recuperado parte dos movimentos, publicou o livro autobiográfico ‘Feliz Ano Velho’.
O livro transformou-se em um best seller e projetou Marcelo Rubens Paiva como escritor, destacando-se por outros diversos títulos. Em 1987, a obra virou filme, sendo estrelada por Marcos Breda e Malu Mader.
Carinhosamente chamada de ‘Veroca’ é a primeira filha de Rubens e Eunice Paiva. Ela dedicou sua vida ao mundo acadêmico e, atualmente, é professora titular da Universidade de São Paulo (USP), desde 1987.
Além da carreira docente, Veroca também se dedica ao estudo da desigualdade nas áreas da s e x u a l i d a d e e de gênero na psicologia.
(Foto: Reprodução / TV Globo / Jornal Nacional)
Ao ‘Jornal Nacional’ da TV Globo, Vera falou sobre o filme: "Para a gente é um pouco duro, porque a gente fica revivendo várias coisas. Como é para todas as famílias que viveram isso. Que isso sirva para que nunca mais aconteça nem se esqueça.”
(Foto: Reprodução / TV Globo / Altas Horas)
Eliana entrou para o mundo da informação, formando-se comunicação e atuando como jornalista, editora de mídia e professora. Na época da ditadura no Brasil, ela também foi capturada por militares e ficou encarcerada por 24 horas.
Ao jornal O Globo, ela falou sobre a situação: "Fiquei 24 horas presa. Mostraram-me um trabalho de escola meu sobre a Tchecoslováquia e me acusaram de ser comunista. Apalparam-me, bateram na minha cabeça.”
(Foto: Reprodução / TV Globo / Jornal Nacional)
E continuou: “Uma hora, quebrei o pau com eles, comecei a falar que aquilo era ilegal, que eu era menor de idade. Soltaram-me na Praça Saenz Peña".
Ana Lúcia Paiva, a Nalu, mora na França, é matemática e empresária e vive distante dos holofotes. Com relação ao filme de Walter Salles, ela disse ao jornal O Globo que a produção era uma forma de “vingança”.
“Eu me senti vingada por esse filme. É uma palavra horrível, né? Uma amiga disse para eu usar outra palavra”, foram suas palavras.
E refletiu: “Quer saber? Torturaram e mataram o meu pai, olha a vida que a minha mãe teve, que a gente teve. E olha como eu estou me vingando: com um filme!".
(Foto: Reprodução / TV Globo / Jornal Nacional)
Também chamada por Babiu, ela é um ano mais nova que Marcelo e atua como psicóloga e professora.
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